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domingo, 12 de maio de 2013

2ª Reunião de Responsáveis - EI 31

Por Érica de Campos, P.E.I. - EI 31



   No dia 11 de maio aconteceu a segunda reunião de responsáveis da turma EI 31 que foi muito proveitosa, uma vez que, colocada em pauta as questões mais cotidianas, dei preferencia para falar e expor mais sobre os projetos que tenho trabalhado em sala com as crianças. Assim sendo, através de fotos e vídeos pude mostrar e explicar de uma forma mais abrangente o que temos feito nos últimos meses com nossas crianças, o que se tornou uma oportunidade única para que eles pudessem ter contato de fato com o que vem sido produzido pela turma. Além das fotos e vídeos, os responsáveis observaram o ambiente da sala repleto de atividades expostas e manusearam alguns objetos produzidos pela turma.


   Após entregarmos os "trabalhinhos" das crianças, sorteamos um CD de Allen Stoneque a AAC Andrea deixou em homenagem ao dia das mães. E quem levou o presente para casa foi Vânia, mãe de Miguel Mattos. 

   Entregamos o uniforme - duas blusas - aos presentes e falamos ainda sobre possíveis doações para a nossa turma: brinquedos, jogos, acessórios e roupas divertidas, e sobre a nossa festa junina, seus preparativos e como a comunidade escolar poderá contribuir ao decorrer do próximo mês.


►Segue abaixo a pauta da reunião:





   Fechamos a reunião refletindo a mensagem Filhos são como navios de Içami Tiba, sugerida pelo colega de trabalho Geraldo e usada também em sua reunião com responsáveis na turma EI 40.



Filhos são como navios

Ao olhar um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, 
protegido por uma forte âncora.
Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar 
ao mar, ao destino para o qual foi criado, indo ao encontro 
das próprias aventuras e riscos.
Dependendo do que a natureza lhes reserva, poderá ter que desviar da rota, 
traçar outros caminhos ou procurar outros portos.
Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, 
mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas. 
E haverá muita gente no porto feliz à sua espera.

Assim são os FILHOS. Estes tem nos PAIS o seu porto seguro até 
que se tornem independentes. Por mais segurança, sentimentos 
de preservação e manutenção que possam sentir junto aos seus pais, 
eles nasceram para singrar os mares da vida, correr seus próprios riscos 
e viver suas próprias aventuras. Certo que levarão consigo os exemplos 
dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola, 
mas a principal provisão, além das materiais, estará no interior de cada um:
A CAPACIDADE DE SER FELIZ.

Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, 
algo que se guarda num esconderijo para ser doada, 
transmitida a alguém. O lugar mais seguro que o navio pode estar é o porto. 
Mas ele não foi feito para permanecer ali.
Os pais também pensam que sejam o porto seguro dos filhos, 
mas não podem se esquecer do dever de prepará-los para navegar 
mar a dentro e encontrar o seu próprio lugar, onde se sintam seguros, 
certos de que deverão ser, em outro tempo, este porto para outros seres.

Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente 
de que na bagagem devem levar VALORES herdados como:
HUMILDADE, HUMANIDADE, HONESTIDADE, DISCIPLINA, 
GRATIDÃO E GENEROSIDADE.
Filhos nascem dos pais, mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. 
Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. 
Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, 
mas não podem ser felizes por eles.

A FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL PRA BUSCAR E TER 
A CERTEZA DE ESTAR DANDO PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.
Os pais não devem seguir os passos dos filhos e nem devem estes descansar nos que 
os pais conquistaram. Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu porto, 
e, como navios, partirem para as próprias conquistas e aventuras.
Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que:
QUEM AMA EDUCA!
“COMO É DIFÍCIL SOLTAR AS AMARRAS!”

Içami Tiba



sábado, 4 de maio de 2013

1° COC/2013

Por Renata Albudane, Diretora - E.D.I. Renan de Souza Leal




  Nosso primeiro Conselho de Classe aconteceu no dia 02 de maio e aproveitamos o momento para nos reunir e avaliar este primeiro bimestre.

  A vida é como uma música.

  Começamos com a dinâmica da folha de papel:

  Cada um recebe uma folha de papel e a sacode podendo ouvir o som que ela faz. A nossa vida é como essa folha, cheia de música!

  Aos poucos fomos dobrando a folha com muita delicadeza, são as marcas que mexem com nossa vida, ao desdobrá-la e sacudi-la ainda podemos ouvir o som que ela faz. 

 Depois amassamos a folha com muita força, e assim são as dores das perdas e os sofrimentos que passamos pela vida, são marcas bruscas, e estas muitas vezes fazem com que não consigamos mais ouvir a música da vida. Ao sacudir a folha desamassada mal se pode ouvir algum som. 


  Após a dinâmica conversamos sobre a vida e apresentamos o texto "A Vida - Madre Tereza de Calcutá": 
A vida

A vida é uma oportunidade, aproveita-a. 
A vida é beleza, admira-a. 
A vida é beatificação, saborei-a. 
A vida é sonho, torna-o realidade. 
A vida é um desafio, enfrenta-o. 
A vida é um dever, cumpre-o. 
A vida é um jogo, joga-o. 
A vida é preciosa, cuida-a. 
A vida é riqueza, conserva-a. 
A vida é amor, goza-a. 
A vida é um mistério, desvela-o. 
A vida é promessa, cumpre-a. 
A vida é tristeza, supera-a. 
A vida é um hino, canta-o. 
A vida é um combate, aceita-o. 
A vida é tragédia, domina-a. 
A vida é aventura, afronta-a. 
A vida é felicidade, merece-a. 
A vida é a VIDA, defende-a.


  Depois de refletirmos, conversamos sobre o nosso primeiro bimestre e planejamos o Dia das mães e Festa Julina. 


  As equipes se reuniram para avaliar suas turmas e as evoluções e dificuldades do período.

  Foi muito bom poder compartilhar com todos este momento tão especial. Afinal, planejar é bom, executar é trabalhoso e avaliar é fundamental. Foi demais!

 Tudo terminou num lanche gostoso, comemoramos os aniversariantes do período, mas isso é outra história!!!


segunda-feira, 25 de março de 2013

1ª Reunião de Responsáveis - EI 41

Por Gleice Cruz, P.E.I. - EI 41



 No dia 23 de março tivemos no EDI o nosso segundo encontro em 2013, que por sinal foi muito prazeroso. A começar pela presença dos responsáveis que somou mais da metade da turma. Com a grande quantidade de pais, podemos conversar e trocar experiências e sugestões sobre os acontecimentos desde o início das aulas.

 Começamos a reunião lendo a mensagem sobre a semente que queremos plantar, pois, como diz o velho ditado, “O que plantas, colhes!”. E Conversamos sobre semear amor, paz, alegrias, entre outras coisas boas.

Gleice, Lidia, Luciene, Néle e Rosilene.

 Após a mensagem, discutimos cada assunto relacionado na pauta abaixo:


  • Agradecimento e leitura da mensagem
  • Faltas
  • Medicação no EDI
  • Roupas molhadas/sujas
  • Frutas esquecidas
  • Quem pode tomar banho, TOALHA úmida ou a falta dela
  • Pertences – no mínimo 2 peças de roupas com nome
  • Escova de dente, chinelo, pente e copo
  • Brinquedos, moedas, brincos e acessórios
  • Passo a passo da AGENDA
  • Unha
  • Piolho
  • Horário de entrada e saída
  • Mordidas
  • Sorteio brinde
  • Dúvidas e perguntas


 Falar sobre as mordidas foi um assunto complicado, pois a família da criança que morde, entende a situação. Já a família da criança que foi mordida pede inúmeras explicações e não aceita o ocorrido.

 Antes da reunião fiz uma pesquisa em alguns sites e fiz um resumo explicando por que as crianças nesta faixa etária mordem. Fizemos a leitura e alguns pais começaram a entender e ter paciência em relação as mordidas.





 O coleguinha de classe não quis dividir o brinquedo? Nhac! A mãe está grávida de um irmãozinho? Nhac! Ninguém dá a atenção exigida? Nhac!

 Mais do que uma reação de raiva, as mordidas dadas pelas crianças pequenas, com até 2 ou 3 anos
de idade, são uma forma de comunicação e de expressão de sentimentos. "Nessa primeira etapa da
vida, a criança ainda não domina a linguagem. Então, a forma que ela tem para se expressar, para se
comunicar e interagir com os outros é pelos meios físicos, como morder, bater, puxar o cabelo", explica
Marilene Proença, membro da diretoria da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional
(Abrapee) e professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.

 O fato de as mordidas fazerem parte de uma fase do desenvolvimento das crianças não significa que
elas devem ser ignoradas ou aceitas pelos pais.

Por que as crianças mordem?

 Enquanto ainda não sabem falar com desenvoltura, as crianças utilizam outros meios para se expressar e para se comunicar. A mordida é uma delas. "As crianças na idade oral ainda não verbalizam com fluência e a linguagem do corpo acaba sendo mais eficaz", diz Rosana Ziemniak, coordenadora de Educação Infantil do Colégio Magister, de São Paulo.

 "Nessa fase em que as crianças ainda não têm domínio da fala, as manifestações corporais são usadas
para manifestar descontentamento, alegria, descobertas", diz Marilene Proença , membro da diretoria
da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (Abrapee) e professora do Instituto de
Psicologia da Universidade de São Paulo.

 Rosana Ziemniak acrescenta: "O que a criança deseja ao morder um amiguinho não é agredi-lo, mas sim obter de forma rápida algum objeto ou chamar atenção". As mordidas, segundo Marilene Proença, são usadas em situações diversas, e a criança vai avaliando quais os efeitos que as mordidas têm: "A criança morde e depois vê o que acontece. Por exemplo, se ao morder ela consegue o que quer, qual é a reação do outro", comenta Marilene.

Há casos em que a mordida pode ser sinal de que a criança está com problemas?

 "Apesar de, na maioria das vezes, a mordida fazer parte do desenvolvimento natural da criança, em alguns casos, este comportamento pode sinalizar um problema de ordem emocional", diz Rosana Ziemniak, "Se estas mordidas passam a ser frequentes, a criança pode estar insatisfeita, ansiosa, com sentimento de rejeição ou tentar chamar a atenção através da agressividade. Quando isso acontece, a família e a escola precisam acompanhar de perto e com atenção para descobrir as possíveis causas e dependendo do caso, é importante buscar a ajuda de um psicólogo", explica ela, acrescentando, porém, que os casos de ordem emocional não são em si a maioria.

 Ao final, fizemos um sorteio de um produto da Natura entre os presentes.

 Parabéns Dona Jurema, tia da Isadora, com muita sorte, levou o presente!



OBRIGADA AOS RESPONSÁVEIS QUE ESTIVERAM NESTE ENCONTRO CONOSCO!
EDUCADORES E RESPONSÁVEIS – PARCERIA NOTA 10!

1ª Reunião de Responsáveis - EI 31

Por Érica de Campos, P.E.I. - EI 31
  Em todas as reuniões eu sempre fico apreensiva, mas nenhuma me deixa mais ansiosa quanto àquela que estabelece o primeiro contato com os responsáveis, pois acredito que é neste momento que acabamos por prever mais ou menos como irão acontecer ao longo do ano as relações, as parcerias entre a família e a escola. Parceria essa que é fundamental para o melhor desenvolvimento da criança.

  Fiquei muito feliz com o comparecimento de um pouco mais da metade dos responsáveis, embora eu tenha sentido falta dos ausentes, os que ali estavam se mostraram bem interessados nos assuntos abordados. Conversamos, esclarecemos as dúvidas e colocamos em pauta todas as situações gerais e após, em particular com quem achou necessário.

 Entre outros assuntos, preferi dar ênfase à conversa sobre autonomia, onde  o incentivo e o elogio são essenciais, pedindo aos responsáveis que dessem continuidade a esse processo em casa, pois muito além do autocuidado, ou seja, ensiná-los a se calçarem, comerem sozinhos, se vestirem ou escovar os dentes e se pentear, exercer/ter autonomia significa construir sua identidade, descobrindo suas vontades para atuar no mundo. E é exatamente na Educação Infantil que os pequenos, socializando de diferentes maneiras, obtém suas primeiras conquistas, progredindo dia-a-dia, vão ganhando confiança em suas capacidades.

  Ao término da reunião, aprendemos um pouco mais com A lição da borboleta.

Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo.

Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquela pequena abertura.

Em um determinado momento, pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguiria ir além.

Então, o homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho, pequeno e tinha as asas amassadas.

O homem continuou a observar a borboleta, porque ele esperava que a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar com o tempo. Mas nada aconteceu!

Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.

O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que a Natureza fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos. 
Se a Natureza nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ela nos deixaria desprotegidos. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido.
Nós nunca poderíamos voar...



♦ Abaixo, a pauta da reunião:



Que nossa parceria se fortaleça a cada dia!

1ª Reunião de Responsáveis - EI 40

Por Geraldo Alves, AAC - EI 40




  Vamos acelerando o início do ano letivo com a primeira reunião de pais e responsáveis da turma EI-40.

  Foi surpreendente o comparecimento e a receptividade dos pais aos assuntos abordados. 

  Iniciamos com a leitura da mensagem deixada pela Professora Ana Paula, falamos da importância da união de forças em prol de nossas crianças e da disponibilidade da equipe para toda e qualquer necessidade, dificuldade e sugestões.

♦ Mensagem:



E você? O que está ensinando a seu filho? Vamos refletir?



A equipe agradece a colaboração, apoio e compreensão dos responsáveis.
Até a próxima em 27/04/2013.

sábado, 13 de outubro de 2012

3º COC/2012

Por Renata Albudane, Diretora - E.D.I. Renan de Souza Leal




   Aconteceu no dia 10/10/12 o terceiro Conselho de Classe do EDI Renan de Souza Leal. Um momento para refletir sobre nossa gestão, fazer acertos, esclarecimentos, avaliações, enfim, conversar!

   Fizemos a leitura desta fábula do folclore Indu que é clássica e mostra como cada indivíduo que vê as coisas somente do seu ponto de vista pode pensar estar certo, no entanto pode concluir estar errado quando vê as coisas por outro lado, de outro ponto de vista. Quando ouvimos todos os lados envolvidos em uma situação e outros pontos de vista, podemos tirar uma conclusão mais eficaz e completa de uma situação. A empatia é fator preponderante.


Os cegos e o elefante

Certo dia, um príncipe indiano mandou chamar um grupo de cegos de nascença e os reuniu no pátio do palácio. Ao mesmo tempo, mandou trazer um elefante e o colocou diante do grupo. Em seguida, conduzindo-os pela mão, foi levando os cegos até o elefante para que o apalpassem. 

Um apalpava a barriga, outro a cauda, outro a orelha, outro a tromba, outro uma das pernas. Quando todos os cegos tinham apalpado o animal, o príncipe ordenou que cada um explicasse aos outros como era o elefante, então, o que tinha apalpado a barriga, disse que o elefante era como uma enorme panela. O que tinha apalpado a cauda até os pelos da extremidade discordou e disse que o elefante se parecia mais com uma vassoura. “Nada disso”, interrompeu o que tinha apalpado a orelha. “Se alguma coisa se parece é com um grande leque aberto”. O que apalpara a tromba deu uma risada e interferiu: “Vocês estão por fora. O elefante tem a forma, as ondulações e a flexibilidade de uma mangueira de água…”. “Essa não”, replicou o que apalpara a perna, “ele é redondo como uma grande mangueira, mas não tem nada de ondulações nem de flexibilidade, é rígido como um poste…”. Os cegos se envolveram numa discussão sem fim, cada um querendo provar que os outros estavam errados, e que o certo era o que ele dizia. Evidentemente cada um se apoiava na sua própria experiência e não conseguia entender como os demais podiam afirmar o que afirmavam. 

O príncipe deixou-os falar para ver se chegavam a um acordo, mas quando percebeu que eram incapazes de aceitar que os outros podiam ter tido outras experiências, ordenou que se calassem. “O elefante é tudo isso que vocês falaram.”, Explicou. “Tudo isso que cada um de vocês percebeu é só uma parte do elefante. Não devem negar o que os outros perceberam. Deveriam juntar as experiências de todos e tentar imaginar como a parte que cada um apalpou se une com as outras para formar esse todo que é o elefante.”


   Cada um tem suas experiências pessoais e profissionais e por vezes se consideram com razão, porém não podemos impor nosso ponto de vista, o diálogo é a melhor maneira de ajustar o relacionamento em grupo.

A pauta foi extensa:
  • Agradecer a parceria da Equipe nos eventos realizados neste período.
  • Lembrar que o Estágio Probatório é condicionalidade para a aprovação no concurso, sendo este eliminatório.
  • Esclarecer fatos e ajustar posturas necessárias para um trabalho ético e responsável.
  • Avaliar o momento, o desenvolvimento infantil.
  • Arrumar as oficinas para a Festa do Dia das crianças que seria no dia seguinte.


A galera estava concentrada. É sempre muito bom avaliar, ajustar, mudar, acertar. 



Somente juntos poderemos obter sucesso!!!
Juntos somos fortes!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

2ª Reunião de Responsáveis EI 31

Por Érica de Campos, P.E.I. - EI 31

Responsáveis assistindo o vídeo com registros das atividades feitas na
escola marcando o início da reunião - 01/06/2012.


    Embora tenha repetido a estratégia de usar um vídeo com registros das atividades feitas dos últimos dois meses (que sempre dá muito retorno), desta vez decidimos (eu e minhas auxiliares Fátima e Telma) mudar o horário - que na última reunião havia acontecido às 11h e 30min, para às 15h e 30min, que acabou em aprovação (tanto da equipe, quanto dos responsáveis), uma vez que aumentou consideravelmente o número de responsáveis presentes.



   De início o vídeo, como mencionado anteriormente, até que as pessoas fossem chegando aos poucos, e após o início dos diálogos - críticas, sugestões e dúvidas, onde as questões foram divididas em 5 (conforme apresentado na imagem acima), a participação foi muito maior do que na primeira reunião e os responsáveis presentes demonstraram bastante interesse nas questões abordadas, trazendo inclusive, falas e comportamentos das crianças em casa que faziam uma ponte com o que estava sendo trabalhado em sala.

    Além dos assuntos de praxe e da pauta em si, acrescentamos à reunião as informações sobre o nosso 1° Arraiá, que acontecerá no dia 7 de julho, pedindo aos responsáveis que participem desse acontecimento, contribuindo com a divulgação do evento, com a venda das cartelas de votos para a eleição do Rei e Rainha do Milho, das rifas, das doações para o brexó e para a pescaria, sorteios e principalmente com a conscientização das crianças e da comunidade sobre o tema principal dessa festa: SUSTENTABILIDADE. Acontece que a base da nossa festa será a reciclagem - todos os enfeites serão feitos com garrafa pet, caixas de papelão, jornal, revistas, entre outros e para isso precisaremos de arrecadação desses materiais, onde entrará as turmas com a gincana: as crianças de cada turma trarão garrafas pet e latinhas de alumínio que serão pesadas até a divulgação do resultado no dia da festa. Toda a arrecadação feita no nosso Arraiá será usada na festa que prepararemos para o Dia das Crianças. Todos os presentes pareceram aprovar e gostar da ideia do nosso arraiá e se comprometeram em nos ajudar, inclusive autorizando as crianças a dançarem na nossa quadrilha.

Diferente da primeira reunião, esta estava com um número maior de presentes,
além de uma participação mais segura  em ambas as partes.

   Todos os assuntos esgotados, chegou o momento da mensagem a ser deixada para reflexão. Porém dessa vez resolvemos inovar: Ao invés de uma leitura formal de alguma parábola, a minha auxiliar Fátima Alves, que é maravilhosa contadora de histórias (e tem um super repertório), nos contou uma de sua autoria para que pudéssemos refletir sobre a questão da mentira e as suas consequências na vida de uma criança. A resposta dos presentes foi incrível, após aplausos, surgiram diversos comentários - contidos e não contidos - e reflexões logo após. Alguns responsáveis não quiseram se pronunciar na frente dos presentes, mas ainda assim me procuraram depois para fazer seu comentário sobre... Ou seja, nosso objetivo foi alcançado e com sucesso nessa 2ª reunião: Ficamos muito felizes e com a cabeça cheia de ideias para as próximas reuniões! Aguardem!

Fátima Alves (A.A.C.) em sua performance especial para nos contar sua história "Pra não morrer de fome".



♦Mensagem aos Responsáveis

Pra não morrer de fome... 
(Fátima Alves)

Esta historia se passa nos anos 70, nordeste do país, uma família de classe baixa e com inúmeros filhos... a caçula chama-se Maria... 

Maria e seus muitos irmãos viviam com certa modéstia, o pai trabalhava, a mãe cuidava da prole, todos estudavam em um colégio tradicional, de freiras, em condições de bolsistas, em meio a muitas crianças abastadas de famílias ricas. 

A escola ficava na mesma rua em que morava, mas iam de ônibus, da própria escola, que passava pontualmente em sua porta. 

Em casa, a mãe ensinava, com zelo, como fazer economia e dizia: 

- Desperdiçar comida é pecado, Deus castiga! Coma tudo pra não sobrar, por que criança que não come tudo nas horas certas, morre de fome! Comam, comam! 

Maria, como disse a caçula, tinha por sua mãe uma adoração suprema e obedecia todos os seus ensinamentos. 

Certo dia, ao irem para a escola, na correria comum de todo dia, Maria esquece sua merenda bem em cima da mesa da cozinha. Todos levavam suas lancheiras com sua própria merenda, pois o colégio não dava alimentação, quem não levasse de casa teria que comprar na cantina. 

A menina nem se deu conta, tamanha era a pressa por não perder o ônibus escolar... 

O tempo na aula era lento de se passar, tinha aula de canto, de artes, de matemática e até de religião, foi exatamente nesta aula em que Maria lembrou da lancheira que esquecera. “E agora?”, pensou ela, “Como vou fazer na hora da merenda, sem minha lancheira vou morrer de fome! E agora?!” 

Maria entristeceu... 

Ficou, o que para ela pareceu uma eternidade, pensando como solucionar este problema, afinal, não queria morrer de fome e entristecer sua mãe com tamanha desobediência, nem irritar seu cansado pai com tamanha irresponsabilidade. Coisa difícil de assimilar em uma cabeça tão jovem. 

Depois de muito pensar e, de quase chorar, Maria virou-se para sua companheira e amiga de turma, Carolina, e disse: 

- Carol, você precisa me ajudar, não posso morrer de fome aqui! Vamos fazer o seguinte: Digo que preciso ir ao banheiro e você vai comigo, enquanto você vigia a porta pra ninguém entrar, eu pulo pela janela e corro até o portão da escola, saio sem ser vista e vou até em casa buscar minha lancheira. Vai dar tudo certo, eu morro aqui pertinho, vou e volto rapidinho, como e não morro hoje! 

Porém, o que parecia ser pertinho para Maria era, na verdade, uma extensa rua, comprida mesmo, que se tornava curta pela velocidade em que o ônibus escolar a percorria. Mas, Maria e Carolina, decididas a por fim na aflição de crer que ela morreria de fome caso não merendasse, puseram o plano em ação. 

Tendo conseguido sair da escola, Maria danou-se a correr. Correu, correu, correu que já não aguentava mais, suas perninhas finas e pequenas estavam dormentes, o nervoso era tão grande que a pobre menina nem olhou para trás, nem tampouco percebeu que havia passado de sua casa de tanto que correra... Ainda teve que voltar uns 200 metros. 

Mas quando se viu diante do portão de sua casa o susto gelou seu corpo todo. 

Era que sua mãe estava na varanda conversando com o motorista do ônibus escolar, olhou pra trás e então, percebeu que bem na frente da casa estava parado o bendito ônibus da escola. A menina sentiu uma vertigem subir-lhe a cabeça! A mãe gritou: 

- Maria, sua moleca, onde você estava? Tá ficando doida? Como você foge da escola assim? Quer me matar de susto? 

Ops! Pensou Maria: “Não meu Deus, já bastava eu morrer de fome, agora vou matar minha Mãe também? Papa 

Por fim, a Mãe, Maria, o motorista e o ônibus, voltaram para a escola, mas a lancheira ficou lá mesmo, sob a mesa da cozinha. Maria chorou por todo o caminho, quando lá chegou, ainda chorava, mas conseguiu ver sua amiga Carol de costas, ajoelhada sobre o milho e rezando um terço enorme... Este, também foi seu castigo! 

Ambas ficaram ali, chorando, rezando e sofrendo com o esmagar dos milhos embaixo de seus pequenos e frágeis joelhos, até o fim do dia, quando acabaram-se as aulas e todos se dirigiram ao ônibus para voltar a suas casa. 

A noite, o pai chegou, soube do fato ocorrido e tascou-lhe uma surra de cinto, a segunda do dia, pois sua mãe já havia lhe dado umas chineladas ao chegar em casa. 

Maria, triste, chorosa, dolorida e decepcionada tentava dormir, mas que nada, ela não conseguia entender o porquê havia sido castigada daquela maneira, afinal, só queria obedecer os ensinamentos de sua mãe, evitar tantas mortes... 

Em sua batalha pela compreensão e aceitação do castigo, lembrou-se de uma coisa importantíssima: Não havia comido nada o dia inteiro! 

Mas pensou Maria: “Se eu nada comi, nem na escola, nem em casa (pois, parte do castigo foi ficar sem jantar) como eu ainda não morri?” 

Assim, paro aqui esta historia, sem finalizar mesmo, para que você que leu ou que ouviu os fatos, conclua como melhor lhe parecer ou ainda, como entender o que aconteceu a Maria depois deste dia... 

Boa noite, Maria!




►OBS.: A performance da Fátima contando a história foi filmada. Assim que eu conseguir postar o vídeo no YouTube (pois estou com dificuldades, está enorme!) coloco o link aqui!


quarta-feira, 4 de abril de 2012

1ª Reunião de Responsáveis EI 31

Por Érica de Campos, P.E.I. - EI 31


    No dia 04 de abril aconteceu a primeira reunião de responsáveis da turma EI 31.

    Este foi um momento muito tenso para mim, pois era o primeiro contato direto com os responsáveis de meus alunos e ali eu teria, de certa forma, acesso a visão deles sobre o meu trabalho até então... 

    Bem, felizmente, tudo correu bem. Enquanto chegavam coloquei um vídeo feito por mim com fotos das atividades feitas até o momento, para que tivessem noção do que é feito e como é trabalhado em sala de aula, ou seja, os processos até chegarem os resultados. Como eu já imaginava, eles ficaram encantados e muitos reconheceram nas falas dos filhos imagens ali colocadas.

   Após o vídeo, pude de fato iniciar a reunião. Como é de praxe, fiz as apresentações, minha e de minhas auxiliares (Fátima e Telma) e a partir de então começamos os diálogos, ressaltando sempre a importância da parceria FAMÍLIA-ESCOLA, com base na pauta da reunião:

   Achei também de extrema importância colocar os responsáveis a par dos conteúdos (em cada área do conhecimento) iniciados - fazendo uma ponte com os trabalhos expostos em sala, sendo mais uma forma, a meu ver, de convidá-los a participar deste processo, dando continuidade a ele em casa, no cotidiano da criança.



   Após os diálogos pertinentes e as opiniões expostas, distribui as agendas a cada responsável presente e lemos a mensagem escolhida para a ocasião "A lição da borboleta" que ficou para que pudéssemos refletir sobre como, por vezes, a ajuda em demasia pode atrapalhar no desenvolvimento de uma criança.


♦ Mensagem aos Responsáveis:

A lição da borboleta

Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo.

Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquela pequena abertura.

Em um determinado momento, pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguiria ir além.

Então, o homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho, pequeno e tinha as asas amassadas.

O homem continuou a observar a borboleta, porque ele esperava que a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar com o tempo. Mas nada aconteceu!

Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.

O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que a Natureza fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos. 
Se a Natureza nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ela nos deixaria desprotegidos. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido.
Nós nunca poderíamos voar...